Mal Súbito no esporte

O último fim de semana foi marcado por tragédias no âmbito esportivo mundial. Na Itália, um jogador de futebol teve uma parada cardíaca e morreu ainda no gramado. Na Venezuela, uma jogadora de vôlei morreu após uma parada respiratória. E no Brasil, outro jogador de futebol teve uma convulsão durante a partida e teve de ser levado para uma UTI.Imagem

Já ha alguns anos que esse tipo de ocorrência vem se tornando frequente no cenário esportivo, infelizmente. Podemos associar os fatos a crescente demanda de rendimento na prática profissional das modalidades esportivas, principalmente aquelas que tem predominância de atividades aeróbias. Porém não é correto dizer que há excesso ou erro de treinamento, pois os casos são minoria. Pode-se, portanto, relacionar os ocorridos com possíveis condições intrínsecas aos atletas envolvidos, como por exemplo: patologias cardíacas e respiratórias, disfunções hemodinâmicas e outros fatores de risco não diagnosticados nos exames de rotina.

O mal súbito pode ser definido como qualquer ocorrência repentina da perda da estabilidade  hemodinâmica e/ou neurológica de um indivíduo. Alguns quadros clínicos como: síncope, desmaio, hipoglicemia, vertigem, convulsão, dentre outros, podem ter sua definição e notificação como mal súbito. As causas para este mal não são bem definidas e não necessariamente precisam estar relacionadas à história pregressa de doenças crônicas como, por exemplo, doença arterial coronariana, em que o risco é acentuado para a “morte súbita”.

Para o atendimento emergencial dos pacientes em questão, é necessário que o local esteja preparado com uma ambulância, desfibilador, medicamentos e profissionais capacitados para realizar a ressucitação cárdio-pulmonar (RCP).

No entanto, a medida mais importante quando trata-se de mal súbito no esporte é a prevenção, evitando ao máximo esse tipo de ocorrência. Para isso, o ideial seria que todos os atletas realizassem exames de rotina (como: radiografia de torax, exames de sangue e de urina, eletrocardiograma, teste ergométrico, entre outros) pelo menos uma vez por ano. Além disso, é importante que os profissionais envolvidos com os atletas estejam cientes caso haja alguma condição de risco para o indivíduo.

Apesar da pequena taxa de ocorrência do mal súbito no esporte, providências simples como as citadas aqui podem prevenir muito mais do que uma lesão!

Ft. Thaís Bortolini Bueno

Fontes: UOL Esportes e “O mal súbito e suas notificações”

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