Lombalgia na competição – Sheilla


Um dos problemas, recorrente e comum, quando se fala de seleções nacionais, é a qualidade física com que o atleta se apresenta. Quando se reúne atletas de diversos clubes (nacionais e internacionais) fica claro quais dispõem e quais não de um suporte adequado em relação a preparação física e suporte médico. Ocorre, por vezes, de alguns atletas se apresentarem com pequenas lesões,  o que no decorrer do período passa a ser de competência do departamento médico da seleção. A grande maioria destes casos são lesões simples, como lombalgias, pequenas torções ou tendinopatias, que devem ser abordadas pelo fisioterapeuta, mas depois devem ser seguidas depois pelos responsáveis nos clubes.

No caso da oposta da seleção feminina de vôlei, Sheilla, que atualmente defende o Unilever/Rio de Janeiro, dores nas costas tem a acompanhado durante o mundial de 2010, disputado no Japão. Por causa disto o técnico José Roberto Guimarães vem segurando um pouco a carga de treinos realizada pela jogadora, passando a maior parte do tempo sob a companhia do fisioterapeuta José Ricardo Regi.

É preciso deixar claro que lombalgia não é um diagnóstico e sim um sintoma. Durante o período na seleção, devido ao tempo limitado, a fisioterapia se preocupa mais em dar condições para a atleta suportar os treinos e jogos, atuando principalmente no alívio das dores. Medidas analgésicas como eletroterapia, acupuntura, termoterapia e terapia manual são as mais empregadas hoje. Paralelamente, deve-se iniciar o tratamento correto e ter continuidade no clube. As causas da lombalgia podem ser as mais diversas, mas no caso de atletas a maioria decorre por desequilíbrio muscular, principalmente devido a fraqueza dos músculos estabilizadores do tronco, hoje conhecidos no meio esportivo como músculos do CORE.

O treinamento desta musculatura é importante, pois ela é a ligação de todos os movimentos. Um CORE bem treinado suportará as costas, prevenindo lesões, e possibilitando gerar força para todas as atividades com os membros. Apesar de tudo que já se sabe, a importância e os benefícios sobre esse tipo de treinamento, muitos técnicos ainda relutam em adotá-la como rotina e parte integrante das atividades, ficando apenas o seu uso quando o atleta é encaminhado a fisioterapia. Se houvesse um trabalho específico de prevenção nos clubes, casos como o de Sheilla e muitos outros, provavelmente não iriam interferir no trabalho dos técnicos das seleções.

Ft. Fernando Cassiolato

Fotos: Mariana Kneipp/Globoesporte.com
CBV

Sobre o autor Fernando Cassiolato

Fernando Cassiolato escreveu 31 matérias nesse site.

Fisioterapeuta graduado pela USP, pós-graduado em Fisioterapia Esportiva pela CETE-UNIFESP e Acupuntura pelo IPES. Estuda Fisioterapia Esportiva Preventiva e atua na cidade de São José do Rio Preto.

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