Lesão Muscular – Jorge Henrique


Desta vez o jogador foi Jorge Henrique, atacante do Corinthians, que há mais de um mês, em partida válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro contra o Ceará, teve seu músculo rompido e a sua fase final de campeonato comprometida.

A lesão ocorreu após um choque do jogador com o atleta do Ceára no segundo tempo de partida. Jorge Henrique perdeu o equilíbrio e como estava em velocidade teve que realizar uma freada brusca apoiando o membro inferior esquerdo, nessas circunstâncias os músculos isquiotibiais realizam uma contração isotônica excêntrica freando o movimento, e quando não são incapazes de realizar tal função acabam sendo lesionados.

Pessoas que estavam presentes no banco de reservas no momento da lesão  puderam ouvir um “estalido”. Este som foi gerado pela ruptura das fibras musculares da coxa do jogador.

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O grupo muscular dos isquiotibiais é composto pela união dos músculos: semitendíneo, semimembranoso e bíceps femoral (músculo acometido no caso do jogador). Pesquisas apontam esses músculos como os mais comumente lesionados no futebol.

Confiram uma imagem ao lado do grupo muscular: 

Após exames médicos foi constatada lesão do músculo bíceps femoral de grau III.

As lesões musculares são classificadas como leves (grau I), moderadas (grau II) e severas (grau III).

  • Leve ou Grau I: ruptura de poucas fibras musculares, leve edema e desconforto, com perda mínima ou sem perda de força ou restrição de movimento;
  • Moderada ou Grau II:  maior acometimento de fibras musculares com perda visível de sua função ( capacidade de contração);
  • Severa ou Grau III: ruptura se estendendo por todo o músculo com perda total de sua função.

Tratamento: como tratamento imediato deve ser realizado o protocolo PRICE, que em inglês significa:

  • P (protect the area – interromper as atividades com o membro afetado)
  • R (rest – relaxar a parte afetada)
  • IC (ice compression – aplicação de gelo com compressão)
  • E (elevation – levantar o membro com a lesão, acima da altura do coração, para interromper o fluxo sanguíneo e reduzir o edema)

Este procedimento visa reduzir a dor e diminuir a progressão do edema. O tempo de aplicação é de 20 minutos e deve ser repetido por no mínimo 3 vezes ao dia. Dentre as diversas ferramentas da fisioterapia que atuam como medidas analgésicas e anti-inflamatórias destacamos o uso do laser e do ultra-som após o período de 2 a 3 dias pós lesão. Nessa fase ainda não é indicado o uso de calor no local, para evitar que ocorra uma piora no edema e consequentemente no quadro álgico.

O Fisioterapeuta do Esporte deve sempre que possível evitar ou minimizar a perda de condicionamento físico de seu atleta respeitando as fases de cicatrização da lesão. Exercícios realizados em piscina (hidroterapia) acabam sendo muito indicados pelo baixo impacto gerado dentro da água.

Para o retorno do atleta à atividade, é indicado que o mesmo tenha uma amplitude de movimento articular normal, ausência de dor, edema ou derrame e com força muscular com no máximo 10% de déficit se comparado ao outro membro. A força muscular deve ser medida através de uma avaliação isocinética.

Apesar da severidade da lesão a Equipe Spalla torce para que o Jorge Henrique se recupere e retorne o mais rápido possível.

Ft. Igor Phillip

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