Lesão de Menisco – Liedson

Na última quinta-feira (21/07), assim que a delegação corinthiana retornou do Rio de Janeiro depois de vencer o Botafogo, o departamento médico do Timão confirmou que o atacante Liedson seria submetido a uma artroscopia no joelho esquerdo, local que incomodava o centroavante desde o início do ano. A intervenção cirúrgica foi realizada na sexta-feira (22/07), no Hospital São Luiz, em São Paulo, e o jogador já se encontra sob os cuidados da fisioterapia, no Departamento Médico do Corinthians.

Os meniscos do joelho são estruturas fibrocartilaginosas e possuem importantes funções que são a de estabilidade articular, nutrição da cartilagem e lubrificação da articulação, além da transmissão de forças e absorção de choques. Nas lesões de menisco deve-se levar em consideração a porção e a extensão da lesão. Basicamente, podemos dividir as lesões em degenerativas e traumáticas. Na lesão degenerativa há uma progressão da lesão no menisco com o passar do tempo. As lesões traumáticas podem estar relacionadas a algum evento específico, normalmente acometendo indivíduos mais jovens.

O menisco medial tem um formato de “C”, com o corno posterior maior que o anterior. É firmemente aderido à cápsula articular e no ligamento capsular medial. O menisco lateral tem a forma de “O”, cobre mais o platô tibial, seu corno anterior está bem próximo à inserção do ligamento cruzado anterior, não tem um corno posterior espesso como o menisco medial, apresenta o hiato poplíteo por onde passa o tendão do músculo poplíteo, tem dois ligamentos menisco-femorais denominados de Humphrey e Wrisberg, e é quase duas vezes mais móvel. O menisco medial está mais associado à estabilidade, enquanto que o lateral ao suporte de carga

Estudos biomecânicos mostram que pelo menos 50% da carga de compressão é transmitida aos meniscos com o joelho em extensão e 85% com a flexão de 90 graus. Há estudos que mostram que uma ressecção meniscal de apenas 15-34% aumenta a pressão de contato em 350%. Pacientes com lesões meniscais tendem a apresentar alguns sinais e sintomas como: derrame articular, dor na região da interlinha articular, bloqueio da movimentação do joelho (limitação da amplitude de movimento de flexão e/ou extensão) e dor que gera incapacidade para agachar. Além dos testes específicos positivos: Teste de Apley, McMurray, Steimann, Sinal de Payr, entre outros. O tratamento conservador não é muito indicado apesar de lesões estáveis e na região periférica serem passiveis de cicatrização, porém esse período pode variar até 8 semanas, por isso na grande maioria dos casos o tratamento de escolha é o cirúrgico, no caso a menissectomia parcial (retirada da parte lesionada do menisco), menissectomia total (retirada do menisco) ou a sutura meniscal, técnica essa que prevê um maior tempo de recuperação.

REABILITAÇÃO: o período de recuperação do paciente submetido a Menissectomia Parcial ocorre em torno de4 a 6 semanas, tempo esse que irá variar de acordo com as condições físicas do atleta e com o procedimento cirúrgico. É muito importante que logo após a cirurgia se inicie o trabalho de drenagem de edema e eletroestimulação do quadríceps, o que normalmente ocorre sem problemas. Para a liberação e retorno do atleta ao esporte o Fisioterapeuta juntamente com o Departamento Médico responsável pelo jogador devem estarem atentos a alguns critérios de retorno ao esporte e não apenas ao tempo de cirurgia e tratamento, porque cada paciente é único.

DICA DO ESPECIALISTA: dentre os critérios de retorno ao esporte, destacamos alguns como, ausência de dor, ADM de flexão e extensão completa, ausência de derrame articular, força muscular similar a contra lateral e bom controle neuro-muscular.

A Spalla Fisioterapia torce para que a reabilitação do “Levezinho” do Parque São Jorge ocorra da melhor maneira possível, para que o atleta possa retornar o mais rápido aos gramados.

Ft. Igor Phillip

Referências:
Flandry F, Hommel G. Sports Med Arthrosc. 2011 Jun;19(2):82-92.
Wilk KE ET al. J Orthop Sports Phys Ther. 2006 Oct;36(10):815-27.
Brindle T, Nyland J, Johnson DL. J Athl Train. 2001 Apr;36(2):160-9.
Heckmann TP et al. J Orthop Sports Phys Ther. 2006 Oct;36(10):795-814.

Fotos: Ag. Estado

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