Calendários do Esporte Brasileiro

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Há alguns anos os calendários do esporte brasileiro vêm deixando a desejar quando se trata de conciliar as competições nacionais e internacionais. É cada vez mais comum o público observar atletas já lesionados no início da temporada no Brasil, ou equipes desfalcadas por atletas que estão as seleções nacionais , ou ainda as equipes terem de optar por se apresentar com o banco de reservas nas competições nacionais para priorizar as internacionais quando ocorrem concomitantemente.

Enfim, quem sofre com tal sobrecarga é sempre o atleta. Com a incompatibilidade dos calendários de competições os atletas passam a ter diversos problemas como: encurtamento do período de férias, rendimento não esperado, sobrecarga física e psicológica. Esses fatores são de alto risco para ocorrência de lesões e overtraning.

Podemos observar situações como essa em dois dos esportes mais populares do Brasil: no futebol, onde os campeonatos estaduais, o Brasileirão e a Copa do Brasil ocorrem ao mesmo tempo de competições internacionais importantes, como Libertadores e Mundial de Clubes. No vôlei de quadra, o campeonato nacional de mais valor é a Superliga, cujo final da temporada coincide com Liga Mundial de Seleções, onde observamos diversos atletas da seleção brasileira jogando à

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É de fundamental importância, portanto, que os calendários do esporte brasileiro passem por uma revisão e serem reconstruídos de acordo com a melhor disposição de datas para que os atletas possam ter uma boa performance tanto nas competições nacionais quanto nas internacionais, sem prejudicar o clube que defendem, as Seleções, o prestígio do público e, principalmente, seus corpos. Muitos chegam ao final das temporadas a base de medicamentos para tentar manter o desempenho.

Enquanto aguardamos essas mudanças o papel do fisioterapeuta no esporte é trabalhar com a prevenção. Em uma pré temporada o ideal é que seja feita uma avaliação de todos os atletas, visando identificar os possíveis fatores de risco para as modalidade em questão. Um sugestão é que os resultados desta avaliação direcionem os atletas para dois níveis de trabalho preventivo: coletivo (quando não há grandes deficiências nos parâmetros avaliados, representa um grupo homogêneo) ou grupo específico (quando se identifica algum parâmetro específico que deve ser trabalho com mais ênfase antes de integrar o ao trabalho preventivo coletivo, geralmente 2 a 5 atletas). E, por fim, a avaliação pode identificar algum fator de risco em determinado atleta em que seja necessário uma intervenção direta do fisioterapeuta, encaminhando o mesmo para reabilitação.

 Ft. Thaís Bortolini Bueno

Sobre o autor Thaís Bortolini Bueno

Thaís Bortolini Bueno escreveu 8 matérias nesse site.

Fisioterapeuta graduada pela UFSCar, pós graduada em Fisioterapia Esportiva pelo CETE/UNIFESP. Estuda Fisioterapia Esportiva com ênfase em Desempenho e Prevenção. Atua nas cidades de São Paulo e Jundiaí com atletas de corrida de rua, tênis e vôlei de praia.

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